quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Protesto contra o genocídio da raça negra!



O pastor Walter Hoy é uma voz constante que se levanta na defesa dos cidadãos norte-americanos de pele negra. O articulista Charles Colson, cristão proeminente naquele país, informa que ele foi preso no ano passado por protestar em frente a uma das “clínicas de aborto”, que proliferam naquela terra. Hoy organizou a Fundação Questões da Vida (Issues for Life Foundation), contra o aborto generalizado que vem causando o que ele chama de “genocídio negro”.


Ele calculou que desde 1973, ano da controvertida autorização do aborto pela Corte Suprema Norte-Americana, 14.500.000 bebês afro-americanos foram assassinados pela prática do aborto. A cada dia 1.200 bebês são dizimados dessa forma e isso significa que metade das crianças negras concebidas são abortadas. Sua trágica conclusão é que, pelas estatísticas, uma criança negra está mais segura nas vizinhanças violentas de qualquer grande cidade ou gueto de pobreza e violência, do que no ventre de sua mãe!


Um outro dado, apresentado por Hoy, é que a abominável Ku Klux Klan, entre 1882 e 1968, matou 3.446 negros, e os bárbaros modernos atingem esse número em menos de três dias; mais do que aquela organização fora da lei matou em 86 anos!


Os números ficam ainda mais cruéis quando levamos em conta que os afro-descendentes, nos Estados Unidos, compreendem 12% da população, mas 37% de todos os abortos daquele país são realizados em mulheres negras. Considerando a taxa de natalidade da população negra, de 1,9% (abaixo da taxa de reposição, que seria 2,1), Hoy diz que em algumas décadas os afro-americanos serão uma raça em extinção.


Colson lembra que as elites estão sempre prontas à promoção do aborto, como um procedimento simples e eticamente ascético; uma forma das mulheres melhorarem a qualidade de suas vidas. Mas a verdade feia e mesquinha é a que Hoy apresenta: o aborto está se tornando uma ferramenta racista, dizimando o seu povo.


É essa ferramenta genocida que os “esclarecidos” europeus e americanos se esforçam para divulgar e exportar para o terceiro mundo. É essa acolhida ao assassinato de infantes que muitos dos nossos legisladores e vários que integram o poder executivo querem implantar aqui no Brasil.


Resista e proteste!

Fonte:O Tempora, O Mores

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pequena Reflexão Sobre a Igreja ''evangélica'' Moderna

Cara, é um absurdo o que está acontecendo. Não existe mais culto, as pessoas só vão a igreja para saciar a sensualidade de seus ouvidos, só vão a igreja para se entreter na chamada hora do ''louvor''( Na verdade louvam a si mesmo, pois esse ''louvor'' é um momento de entretenimento)As pessoas vão a igreja para se divertirem como se isso fosse um show.

É um absurdo a vida de muitos desses ''crentes'' não conseguem passar 1 hora orando, mas passam 7 horas ouvindo idiotices como rock in rio. É um absurdo, eles não mudam de vida, eles não entende que ser cristão não é ficar indo a shows gospeis, mas sim passar horas orando e lendo a bíblia! É um absurdo que pais não levem seus filos á igreja, porém crianças de 1 mês estão indo para shows como rock in rio. É um absurdo que ninguém passe nem mesmo o domingo em comunhão com Deus, e sim em comunhão com o entretenimento. É um absurdo que ''crentes'' não queiram passar 2 horas no culto, enquanto os não crentes não têm hora para voltar de suas festas carnais.
É um absurdo esse ''evangelho'' moderno. Essa geração ser acha isso e aquilo, mas na verdade é uma geração hipócrita. onde as pessoas pensam que só porque vão á shows que chamam de culto, e passam o dia ouvindo músicas que exaltam seu ego( as chamadas músicas gospels) são salvos> Assistem programas que Deus abomina, mas só porque foram a frente de uma igreja uma vez na vida acham que são salvos. geração miserável! têm que aprender com homens de Deus como os puritanos, os maravianos, john wesley, george whitefield e tantos outros, que acordavam de madrugada para orar( pelas almas, não por coisas inúteis como bens materiais)liam a bíblia e pregavam o evangelho, o evangelho verdadeiro! Essa geração pensa que só pelo som da música que canta servem a Deus, eles nada sabem o que é servir a Deus! servir a Deus, é amar o Senhor acima de todas as coisas, amar o próximo como assim mesmo, orar á Deus pela alma do próximo, orar a Deus por santidade, orar a Deus que Deus possa capacitar-lo para viver para a glória de Deus, evangelizar sem medo de ser odiado por tudo e por todos, ler a bíblia chorando, desejar ser lixo e escória da humanidade! Eu queria poder escrever o que sinto, o que é ser cristão, mas me falta palavras!
Eu não passo de um verme pecador, queria poder orar por várias horas, ler a bíblia chorando, evangelizar sem medo de ser odiado. Peço para que Deus me der graça como deu aos puritanos, a whitefied, a wesley, a Jonathan Edwards, a spurgeon. Oh, que possamos sair da internet e ír ao nosso quarto, e a nossa paróquia( nossa paróquia é o mundo)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A HÓSTIA — A Abominável Heresia do deus-pão


Wilhelmus à Brakel, Th. F. (1635-1711)

Até o ano 800 d.C. a doutrina da ceia do Senhor permaneceu pura, e tudo concernente a esse sacramento referia-se tão somente à sua administração, a relação entre o sinal e a matéria significada, e a eficácia de seu selo. Contudo, daquele tempo em diante, houve um gradual desvio da verdade, e os fundamentos para a mais abominável idolatria foram lançados.

Os papistas integralmente negaram a função da ceia do Senhor como selo, desde que começaram a considerar o pão e o vinho como corpo e sangue do Senhor, e assim o próprio Cristo. Além do mais, eles também defendem que cada participante, com sua boca física, participam do Cristo pleno em Sua carne ― quer dizer, Deus e homem, como foi nascido de Maria e crucificado no Gólgota — e digerem-no corporalmente.

Para dar aparência de veracidade, eles sustentam que, o padre, ao realizar a missa — resmungando sob sua respiração as palavras, "Isto é o meu corpo”, transforma o pão e o vinho na própria essência natural do corpo e do sangue de Cristo, (Sua alma e Sua divindade inclusas), e assim criam um deus a partir daquele pedaço de pão. Conseqüentemente, serão trazidos à existência tantos Cristos quanto houver hóstias sobre as quais se resmunguem aquelas palavras.

Ainda não satisfeitos com isto, eles transformam a ceia do Senhor em um sacrifício, não de louvor ou gratidão, mas como um sacrifício expiatório no sentido literal da palavra. Assim, ninguém tem o perdão dos pecados pelo sofrimento de Cristo a menos que o corpo de Cristo seja diariamente partido e sacrificado por eles. Eles não ousam dizer que o sangue de Cristo é derramado diariamente; mas, desde que o corpo de Cristo está sendo partido, é necessário que Seu sangue seja também derramado. Eles partem a hóstia — que para eles é Cristo ― sem que Cristo em Si mesmo seja partido. Como pode a hóstia ser partida, contudo sem que o corpo de Cristo seja partido, se a hóstia é o próprio Cristo? A isto eles chamam missa, na qual o celebrante (a quem eles chamam padre) permanece ante uma mesa (que eles chamam de altar) decorada com prata, ouro e outras ostentações físicas, e com imagens, cruzes, e velas acesas (até mesmo em plena luz do dia). Além do mais, o padre realiza muitas cerimônias grotescas e cômicas como remover um livro de um lugar para outro, ajoelhar-se, emborcar pedras repetidas vezes, fazer barulhos com sinos, e um resmungo por trás de suas vestes que ele levanta de trás de si. Ao fim de tudo, ele faz originar de sua hóstia um Cristo, que é um deus, o qual ele levanta acima de sua cabeça e mostra para todos os presentes com o propósito de ser adorado. Isto ele faz enquanto dobra os joelhos e sussurra baixinho, palavras com grande reverência. Depois que o deus-pão tem sido adorado, o padre o parte em pedaços, com uma simulação de membros trêmulos ― como se estivesse aterrorizado. Depois ele o come, sobre o qual esvazia a taça com uma só golada, tendo transformado o vinho no sangue de seu deus. Isto é um sacrifício para o perdão dos pecados, seja para os vivos ou para as almas no purgatório, as quais são fortalecidas por isto. Depois de concluído, ele declara ita missa est.

Eles sempre têm em suas mãos um suprimento do tal criado deus-pão. Esses mini deuses comestíveis são enclausurados em um vidro, e ocasionalmente carregados pelas ruas com grande pompa, sendo todo mundo obrigado a se ajoelhar diante desses deuses e adorá-los. Eles carregam diariamente esses deuses, tendo sido adorado pelo caminho, entregando aos enfermos os quais engolem o deus-pão como sua última refeição, ou, incapazes de fazer isso, o vomitam dentro de uma bacia com água, e ali jaz o seu deus.
Eles pronunciam o anátema ― uma maldição tão poderosa que deve ser temida tanto quanto o seu deus-pão ― sobre aqueles que não acreditam nisso, e que nunca se curvarão diante do tal deus nem o honrará de nenhuma forma. Ainda não satisfeitos em pronunciar o anátema, eles matam e, por meio de milhares de diferentes métodos de tortura, trazem ao seu fim todos os que não desejaram honrar a este deus-pão, nem se juntaram à comissão dessa abominável idolatria. Assim, a grande prostituta da Babilônia com todos os seus canibais e ébrios de sangue têm se embriagado com o sangue dos santos mártires.

Esta é a abominação do anti-Cristianismo. A grande ilusão de acreditar em mentiras, a qual Deus envia a todos aqueles que não acolheram o amor da verdade para serem salvos, (II Ts 2:10-11).

Aqueles que não querem ser eternamente condenados devem se abster dessa terrível forma de idolatria, e deveriam morrer mil mortes, a negar a Cristo e ser um participante da sua idolatria ― para ir com eles para o lago de fogo preparado para os idólatras.... “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras, e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. (Ap 21:8)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Saltério de Genebra - Motivos


Lucas G. Freire

01. As melodias genebrinas foram feitas especificamente para o uso no saltério, ao passo que várias melodias de hinos (ex. Glória Glória Aleluia) são tiradas do repertório nacionalista, folcórico ou popular.

02. As melodias genebrinas inauguraram um estilo próprio de canto reformado. É um estilo de música feito exatamente para esse propósito, ao passo que várias melodias sacras meramente imitam estilos de fora (clássicos ou populares).

03. A maioria delas foi feita especificamente para associar a um salmo específico. Desse modo, ouvir a melodia, digamos, do Salmo 100, leva a pessoa a associar imediatamente a melodia à letra do Salmo 100. Em alguns poucos casos a mesma melodia foi aproveitada mais de uma vez. Hoje, por exemplo, se alguém aqui na Europa me ouve cantando "Altamente os céus proclamam" do hinário vai pensar que estou cantarolando o hino alemão que Hitler oficializou (antes dele era outro hino nacional).

04. As melodias genebrinas não têm tom "maior" ou "menor": elas seguem, ao invés, os "modos" clássicos de composição (em vez de escalas). Cada "modo" na cultura ocidental é historicamente associado a um "humor" (triste, triunfante, etc), e a ligação entre elas e a letra fica bem coerente. Poucos hinos seguem o mesmo estilo (exemplo, a cantiga de natal "Ó vem, ó vem Emanuel" e a melodia do Credo de Lutero) embora os cantos gregorianos em boa parte tenham seguido isso.

05. Por causa dos "modos", as melodias genebrinas também podem ser cantadas sem acompanhamento de uma forma simples. As melodias normais de hinos, se cantadas em uníssono, dão a impressão de que "falta algo". Para preencher a falta de acompanhamento, a igreja deve ensaiar as 4 vozes ou deixar faltando algo mesmo, o que pode gerar complicação no aprendizado.

06. A composição foi feita de modo tal que o canto "alinhado" não cause estranhamento (o instrutor canta 1 linha, a igreja repete, etc). Isso é vital na hora de ensinar.
                                                                                                                                                                        07. As melodias de Genebra seguem o princípio de 1 nota/tempo musical por sílaba, o que elimina dificuldades com "voltinhas" da melodia (exemplo de hino com "voltinhas": refrão de "Saudai o Nome de Jesus"), facilitando, assim, que uma pessoa com pouco conhecimento de partitura consiga não obstante articular as sílabas só de ler a letra. Isso definitivamente NÃO ocorre nos corinhos populares, em que uma só sílaba dá tantas voltinhas que fica impossível acompanhar se você não conhece a melodia de cor.

08. As melodias de Genebra foram compostas todas seguindo o princípio de ficar dentro de 1 oitava em termos de escopo da melodia. Assim, nenhuma ficará aguda demais (a não ser que no canto a capella o líder deliberadamente escolha um tom tão agudo que ele mesmo notará o problema), nem grave demais. Em alguns hinos e em MUITOS corinhos, existe um problema grave de notas agudas demais (exemplo, final de uma versão de "As tuas mãos dirigem meu destino" com a melodia irlandesa folclórica "Danny Boy"/Londonderry Air).

09. As melodias de Genebra foram compostas em sua maioria por compositores historicamente famosos e cuja qualidade é reconhecida e respeitada mesmo em meios não religiosos como grandes contribuições à música renascentista.

10. Prova disso é que arranjadores que acharam valor nas melodias genebrinas e as adaptaram são igualmente respeitados na história da música. Exemplos: Pascal L'Estoquart, Jan Pieterzoon Sweelinck, Johann Sebastian Bach (somente algumas melodias), Paul Siefert, Orlando di Lasso, Salamone Rossi e mais recentemente Arthur Honegger, Zoltan Kodaly e Frank Martin. Kodaly sendo um dos maiores compositores hungaros e Sweelinck até hoje nunca superado em termos de música erudita na Holanda.

11. Por causa do cuidado dos tradutores, as mesmas melodias de Genebra foram associadas aos respectivos salmos nas traduções para outros idiomas. Assim, o Salmo 100 na Hungria, Espanha, Japão, Turquia e Canadá (uso exemplos reais!) será o mesmo.

12. Também por causa das traduções: isso prova o interesse de comunidades reformadas espalhadas pela face da terra na uniformidade católica do culto reformado, além de provar que o povo reformado tem reconhecido o valor dos salmos genebrinos e seu uso litúrgico ao longo da história e transcendendo culturas.

13. O fato de ser composto seguindo os "modos" e não "escalas" torna o saltério genebrino menos "eurocêntrico", e portanto mais aceitável em outras culturas, como é o caso da recente adoção do Saltério Genebrino na igreja reformada do Japão, tendo sido gravado em parte pelo ilustre Masaaki Suzuki (um dos maiores maestros contemporâneos que "por acaso" é crente e reformado) na versão japonesa.

14. O próprio Calvino e as autoridades de Genebra levavam a sério a uniformidade do canto reformado, a ponto de terem aprisionado Claude Goudimel (um dos compositores das melodias genebrinas) por ter alterado uma melodia já circulante na igreja sem dar aviso prévio. Ora, como a igreja reformada no mundo todo preza os salmos genebrinos, por que deveria ser diferente aqui?

15. O ritmo das melodias genebrinas é bastante regular e adequado ao uso congregacional (ao contrário de hinos como "Chuva de Bênçãos", "Firme nas Promessas", etc.), sem contudo ser chato e cansativo, contando inclusive com algumas surpresas rítmicas, sem contudo fazer da surpresa a regra geral (portanto, ao contrário de corinhos diversos, que imitam o deslocamento do tempo forte adotado no rock e na música pop).

16. Além de todas essas características, as melodias de Genebra utilizam o artifício deliberado de uma melodia "em espiral" (sobe e desce, sobe e desce), criando um efeito "ondulatório" que comprovadamente acalma o ânimo da congregação, segundo pesquisas musicológicas indicam (não li o artigo, quem leu foi o pastor Ken Wieske). Isso, claro, ao contrário de diversos corinhos que agitam a congregação.

17. O ritmo regular das melodias genebrinas não incentiva dança.

18. Ao contrário de diversos hinos ("Tu és fiel", "Chuva de Bênçãos", "Conta as muitas Bênçãos", "Firme nas Promessas", etc.), e da maioria dos corinhos, as melodias genebrinas nunca foram originalmente associadas a movimentos ou pessoas de teologia dúbia (exemplo "cruzadas gospel" do séc. XIX-XX no caso desses hinos).

19. Ao contrário dos mesmos hinos associados a movimentos arminianos, que tinham o propósito deliberado de promover uma reação emocional nos ouvintes, para na hora do apelo se "converterem", os salmos de Genebra são exemplos de incentivo à sobriedade, seriedade e reverência no culto público, sendo portanto mais adequados a um culto voltado para Deus do que para os homens.

20. Se os 19 pontos anteriores não bastam, temos ainda que encarar o fato da superioridade musical das melodias genebrinas, tanto subjetiva como objetivamente.

Que os salmos genebrinos, que são o canto reformado do mundo afora, possam também ser o canto do povo reformado lusófono.

E que eles sirvam de padrão para a nossa escolha de OUTRAS melodias para associar com os salmos, incluindo novas composições.

Deus abençoe a igreja.

Fonte:Projeto Salmodia Exclusiva

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Confissão de Fé de La Rochelle- Confissão das Igrejas Reformadas Francesas


CONFISSÃO DE FÉ DAS IGREJAS REFORMADAS DA 
FRANÇA, DENOMINADA CONFISSÃO DE FÉ DE LA 
ROCHELLE ( A . D .   1559) 

I. DEUS E SUA REVELAÇÃO
1. Deus
Nós cremos e confessamos que há um só Deus, o qual é constituído de uma única e
simples essência espiritual,  eterno, invisível, imutável,  infinito, incompreensível,
inefável, o qual pode todas as coisas,  que é sábio, bom, justo e plenamente
misericordioso.
Dt 4.35,39; I Co 8.4,6; Gn 1.3; Ex 3.14; Jo 4.24; 2 Co 3.17; Rm 1.20; 1 Tm 1.17; Ml
3.6; Nm 23.19; Rm 11.33; At 7.48; 17.23; Jr 10.7,10; Lc 1.37; Rm 16.27; Mt 19.17; Jr
12.1; Sl  119.137; Ex 34.6,7.

2. A Revelação
Foi Deus quem se fez conhecer aos homens.
Primeiramente, por suas obras, tanto pela  Criação como pela conservação e maneira
como Ele a conduz.
Também, e mais claramente ainda, pela Palavra, a qual foi primeiramente revelada
verbalmente e em seguida escrita nos livros que nós chamamos: Santa Escritura.
Rm 1.19,20; Rm 15.4; Jo 5.39; He 1.1; Gn 15.1; 3.15; 18.1; Ex 24.3,4; Rm1.2.

3. A Santa Escritura
Toda a Escritura está contida nos livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos, os
quais são detalhados como segue.
O Antigo Testamento:
Os cinco livros de Moisés, a saber: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
Josué, Juízes, Rute, o primeiro e o segundo livro de Samuel, o primeiro e o segundo
livro dos Reis, o primeiro e o segundo livro das Crônicas, ou seja, Paralipômenos, os
livros de Esdras, Neemias e Ester.
Jó, Salmos, Provérbios de Salomão, Eclesiastes ou o Pregador, Cântico dos Cânticos. Os livros de Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel,
Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,  Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e
Malaquias.
O Novo Testamento:
O santo Evangelho segundo São Mateus,  segundo São Marcos, segundo São Lucas e
segundo São João.
O segundo livro de São Lucas, chamado de Atos dos Apóstolos.
As epístolas de São Paulo: uma aos Romanos, duas aos Coríntios, uma aos Gálatas,
uma aos Efésios, uma aos Filipenses, uma aos Colossenses, duas aos Tessalonicenses,
duas à Timóteo, uma à Tito, uma à Filemon.
A epístola aos Hebreus, a epístola de São Tiago, a primeira e segunda espístolas de São
Pedro, a primeira, segunda e terceira epístolas de São João, a epístola de São Judas, e o
Apocalipse.

4. A Escritura, regra da fé
Nós reconhecemos que estes livros são canônicos e regra infalível de nossa fé, não
tanto por comum acordo e consentimento da Igreja, mas pelo testemunho e a persuasão
do Espírito Santo, que nos faz distingui-los dos outros livros eclesiásticos, sobre os
quais, ainda que sejam úteis, neles não se pode fundamentar nenhum artigo de fé.
Sl 12.7; Sl 19.8,9.

5. A autoridade da Escritura
Nós cremos que a Palavra contida nesses livros tem sua origem em Deus, e que a
autoridade que ela possui vem unicamente de Deus e não dos homens.
Esta Palavra é a regra de toda a verdade e contém tudo que é necessário para o serviço
de Deus e para nossa salvação; portanto, não é permitido aos homens, nem mesmo aos
anjos, acrescentar, diminuir ou altera-la.
Concluímos que nem a antiguidade, nem os costumes, nem a maioria, nem sabedoria
humana, nem julgamentos, nem prisões, nem as leis, nem decretos, nem os concílios,
nem visões, nem milagres podem se opor a esta Escritura santa, mas ao contrário, todas
as coisas devem ser examinadas, regulamentadas e reformadas por ela.
2 Tm 3.16,17; 1 Pe 1.11,12; 1 Pe 1.20,21; Jo 3.26-31; Jo 5.33,34; 1 Tm 1.15; Jo 15.15;
Jo 20.31; At. 20.27; Dt 4.2; 12.32; Gl 1.8; Pv 30.6; Ap 22.18,19; Mt 15.9; At 5.28,29; 1
Co 11.2,23.
Nossos Credos
Neste espírito, nós reconhecemos os três Símbolos, a saber:
O Credo dos Apóstolos.
O Credo de Nicéia.
O Credo de Atanásio.
Porque eles estão de acordo com a Palavra de Deus.

6. A Trindade
Esta Escritura santa nos ensina que na única e simples essência divina que
confessamos, há três Pessoas, O Pai, o Filho e o Santo Espírito:
O Pai é a primeira causa, princípio e origem de todas as coisas.
O Filho, sua Palavra e sabedoria eterna.
O Espírito Santo, sua virtude, seu poder e eficácia.
O Filho é eternamente gerado do Pai; o Santo Espírito procede eternamente do Pai e do
Filho.
As três Pessoas da Trindade não se confundem, mas são distintas; elas, no entanto, não
estão separadas, porque elas possuem uma essência, eternidade e poder idênticos e são
iguais em glória e majestade.
Nós aceitamos, portanto, neste ponto, as conclusões dos Concílios antigos e rejeitamos
todas as seitas e heresias que foram rejeitadas pelos santos doutores, como santo
Hilário, santo Atanásio e são Cirilo.
Dt 4.12; 10.17; Mt 28.19; 1 Jo 5.7; Mt 28.19; Jo 1.1; Jo 17.5; At 17.25; Rm 1.7; 1 Jo
5.7.

7.  A Criação
Nós cremos que Deus, em três Pessoas que cooperam entre si, por seu poder, sabedoria
e incompreensível bondade, criou todas as coisas, não somente o céu, a terra e tudo que
nela existe, mas também os espíritos invisíveis.
Os anjos e os demônios
Destes, uns caíram em perdição, os outros perseveraram na obediência.
Cremos que os primeiros, estando corrompidos na perversidade, são inimigos de todo o
bem e, por conseguinte, de toda a Igreja; os outros, tendo sido preservados pela graça
de Deus, são ministros encarregados de glorificar seu Nome e de servir na salvação de
seus eleitos.
Gn 1.1; 3.1; Jo 1.3; Cl 1.16; He 1.2; 2 Pe 2.4; Jd 6; Sl 103.20,21; Jo 8.44; He 1.7-14; Sl
34.8; 91.11.

8.  A providência de Deus
Nós cremos não somente que Deus criou todas as coisas, mas que ele as governa e as
conduz, dispondo tudo o que acontece no mundo e dirigindo tudo segundo sua vontade.
Certamente nós não cremos que Deus seja o autor do mal ou que alguma culpa lhe
possa ser atribuída, porque, ao contrário, sua vontade é a regra soberana e infalível de
toda a retidão e verdadeira justiça. Mas Deus dispõe de meios admiráveis para se servir
dos demônios e dos ímpios, de tal sorte que ele converte em bem o mal que eles fazem
e pelos quais são culpados.
Assim, confessando que nada pode ser feito sem a providência de Deus, nós adoramos
com humildade aquilo que nos está encoberto, sem questionarmos aquilo que ultrapassa
nosso conhecimento. Pelo contrário, aplicamos à nossa vida pessoal o que a Escritura
nos ensina, para estarmos descansados e em segurança; porque Deus, a quem todas as
coisas foram submetidas, vela por nós com um cuidado tão paternal que não cairá
nenhum cabelo de nossa cabeça que não seja de sua vontade. E, entretanto, mantém os
demônios e todos os nossos inimigos em prisão, de sorte que eles não podem nos fazer
o menor mal, sem sua permissão.
Sl 104; 119.89-96; 147;  Pv 16.4; Mt 10.29; At 2.23; 4.28; 17.24,26,28; Rm 9.11; Ef
1.11; Sl 5.5; Os 13.9; 1 Jo 2.16; 3.8; Jó 1.22; At 2.23,24; 4.27,28; Rm 9.19,20; 11.33;
Mt 10.30; Lc 21.18; Gn 3.15; Jó 1.12; 2.6; Mt 8.31; Jo 19.11.

II. O HOMEM E SEU PECADO
9. Pureza original e miserabilidade do homem
Nós cremos que o homem foi criado puro, sem a menor mancha e conforme a imagem
de Deus; por sua própria culpa caiu da graça que havia recebido. Assim, ele se alienou
de Deus, que é a fonte de toda a justiça e de todo o bem, a tal ponto que sua natureza,
desde então, foi inteiramente corrompida.
Impossibilidade de uma religião natural
Nós cremos que o homem, estando cego em seu espírito e depravado em seu coração,
perdeu totalmente sua integridade, sem restar nenhum vestígio.
Ainda que ele tenha algum discernimento do bem e do mal, entretanto, a luz que nele
subsiste se tornou em trevas no que diz respeito à sua procura por Deus, de sorte que
ninguém pode se aproximar de Deus por sua razão ou inteligência.

A necessidade da graça
Todo o homem tem vontade, pela qual ele é incitado a fazer isso ou aquilo; nós cremos,
entretanto, que ela é totalmente prisioneira do pecado, de maneira que não há liberdade
para fazer o bem, exceto aquela que Deus lhe dá.
Gn 1.26; Ec 7.29; Ef 4.24; Gn 3.17; Rm 5.12; Ef 2.2,3; Gn 6.5; 8.21; Rm 1.20,21; 2.1-
20; Rm 1.21; 1 Co 2.14; Rm 6.16,17; 8.6,7; Jr 10.23; Jo 1.12; 3.6; 8.36; 15.5; Rm 7.18;
1 Co 4.7; 2 Co 3.5; Fl 2.13.

10. A hereditariedade do pecado
Nós cremos que toda a descendência de Adão está infectada pelo contágio do pecado
original, o qual é um mal hereditário e  não somente uma imitação, como ensinam os
pelagianos, os quais têm seus erros por nós reprovados.
Nós estimamos que não seja necessário procurar saber como o pecado é transmitido de
um homem à sua descendência, porque nos basta saber que o que Deus deu a Adão, não
era apenas para ele, mas para ele e toda a sua posteridade, e assim, na pessoa mesma de
Adão, nós fomos destituídos de todo o bem, e fomos precipitados numa indigência
extrema e na maldição.
Gn 6.5; 8.21; Jó 14.4; Sl 51.7; Mt 15.19; Rm 5.12-18.

11. A condenação do pecado
Nós cremos também que este mal do pecado original, é pecado no senso próprio da
palavra, o qual é suficiente para condenar todo o gênero humano, até as crianças desde
o ventre materno, e como tal ele é reputado diante de Deus.
Nós cremos de fato, que após o Batismo, o pecado original é sempre pecado quanto à
culpa; ainda que a condenação dos filhos de Deus seja abolida, não mais lhes
imputando culpa, por sua bondade graciosa.
A permanência do pecado
Nós cremos, também, que o pecado original é uma perversão que sempre produz frutos
de malícia e rebelião, mesmo nos mais santos; ainda que eles o resistam, não deixam de
ser manchados de enfermidades e faltas enquanto eles habitam neste mundo.
Sl 51.7; Rm 3.9-12,23; 5.12; Ef 2.3; Rm 7; 2 Co 12.7.

III. JESUS CRISTO
12. Nossa eleição em Jesus Cristo
Nós cremos que desta corrupção e condenação geral na qual todos os homens estão
mergulhados, Deus tira os que, em seu conselho eterno e imutável, Ele elegeu por sua
bondade e misericórdia em nosso Senhor Jesus Cristo, sem considerar suas obras,
deixando os outros naquela mesma corrupção e condenação, para demonstrar neles Sua
Justiça, como aos primeiros ele fez resplandecer as riquezas de sua misericórdia.
Porque uns não são melhores que os outros, até quando Deus os separa segundo o Seu
conselho imutável, que Ele determinou em Jesus Cristo antes da fundação do mundo, e
também ninguém poderia, por sua própria virtude, introduzir tal bem, visto que por
natureza nós não podemos fazer um nenhuma boa ação, nem afeição, nem pensamento,
até que Deus nos preceda e nos faça dispostos.
Jr 1.5; Rm 8.28-30 e todo o cap. 9; Ef 1.4,5; Rm 3.28; 2 Tm 1.9; Tt 3.5; Ex 9.16; Rm
9.22; 2 Tm 2.20; Ef 1.7; Rm 3.22,23; 9.23; Ef 1.4; 2 Tm 1.9; Jr 10.23; Rm 9.16; Ef
1.4,5; 2 Tm 1.9; Fl 2.13; Tt 3.3.

13. Nossa salvação está em Cristo
Nós cremos que em Jesus Cristo, tudo o que era necessário para nossa salvação foi-nos
ofertado e comunicado. Nós cremos que Jesus Cristo, o qual nos foi dado para que
sejamos salvos, foi feito para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção, de sorte
que nos separando dEle, renunciamos à misericórdia do Pai, na qual devemos tomar
como nosso único refúgio.
1 Co 1.30; Ef 1.7; Cl 1.13,14; 1 Tm 1.15; Tt 2.14; Jo 3-18; 1 Jo 2.23.

14. A divindade e humanidade de Jesus Cristo
Nós cremos que Jesus Cristo, sendo a Sabedoria de Deus e seu Filho eterno, revestiu-se
de nossa carne a fim de ser Deus e homem em uma mesma pessoa e, em verdade, um
homem como nós, capaz de sofrer em seu corpo e em sua alma, não diferente de nós
senão no fato de ter sido puro de toda mácula.
Quanto à sua humanidade, nós cremos que Cristo foi autêntico em sua descendência de
Abraão e Davi, conquanto que Ele tenha sido concebido pela virtude secreta do Espírito
Santo. Assim, nós rejeitamos todas as heresias que, nos tempos antigos, conturbaram as
Igrejas. Notadamente, as imaginações diabólicas de Serveto, o qual atribui ao Senhor
Jesus uma divindade fantástica, ainda que diz ser Cristo origem e Senhor de todas as
coisas, o nomeia Filho pessoal ou figurativo de Deus, e finalmente lhe forja um corpo
de três elementos não criados, e dessa maneira mistura e destrói as duas naturezas de
Cristo.
Jo 1.14; Fl 2.6,7; He 2.17; 2 Co 5.21; At 13.23; Rm 1.3; 8.3; 9.5; He 2.14,15; 4.15; Lc
1.28, 31, 35; 2.11; Mt 1.18;

15. As duas naturezas de Cristo
Nós cremos que em uma mesma pessoa, a saber, Jesus Cristo, as duas naturezas estão
verdadeira e inseparavelmente unidas, cada uma delas conservando, entretanto, suas
características específicas, se bem que, nesta união das duas naturezas, a natureza
divina, conservando sua qualidade própria, permanece não criada, infinita e
preenchendo todas as coisas, da mesma maneira a natureza humana permaneceu finita,
tendo sua forma, seus limites e suas características próprias. Além disso, ainda que
Jesus Cristo ao ressuscitar tenha dado a  imortalidade ao seu corpo, nós cremos,
entretanto, que não lhe foi subtraída a realidade própria de sua natureza humana.
Nós consideramos, portanto, Cristo em sua divindade, de tal sorte que não diminuímos
nada da sua humanidade.
Mt 1.20,21; Lc 1.31,32,35,42,43; Jo 1.14; Rm 9.5; 1 Tm 2.5; 3.16; He 5.8; Lc 24.38,39;
Rm 1.4; Fl 2.6-11; 3.21.
IV. A OBRA DA SALVAÇÃO

16. A morte de Cristo
Nós cremos que Deus, ao enviar seu Filho ao mundo, quis mostrar seu amor e sua
inestimável bondade para conosco ao conduzi-lo à morte e ao ressuscitá-lo, para
cumprir toda justiça e para nos adquirir a vida celeste.
Jo 3.16; 15.13; 1 Jo 4.9; Rm 4.25; 1 Tm 1.14,15.

17. Nossa reconciliação
Nós cremos que, pelo sacrifício único que o Senhor Jesus ofereceu sobre a cruz, somos
reconciliados com Deus, a fim de sermos tomados por justos diante dEle e considerados
como tais. Nós não podemos, com efeito, lhes ser agradáveis e participar de sua adoção,
a menos que Ele nos perdoe os erros e os enterre.
Assim, nós protestamos que Jesus Cristo é nossa integral e perfeita purificação, que em
sua morte nós temos uma total satisfação para quitar nossos crimes e iniqüidades, das
quais somos culpados e não podemos ser libertados exceto por esse meio.
2 Co 5.19; Ef 5.2; He 5.7-9; 9.14; 10.10,12,14; 1 Tm 1.15; 1 Pe 2.24-25; Ef 5.26; Tt
3.5; He 9.14; 1 Pe 1.18,19; 1 Jo 1.7; Rm 3.26.

18. Nosso perdão gratuito
Nós cremos que toda nossa justiça está fundamentada sobre a remissão de nossos
pecados e que nossa única alegria se encontra nesse perdão, como disse Davi. Por causa
disso, nós rejeitamos todos os outros meios pelos quais poderíamos pensar em nos
justificar diante de Deus e, sem nos atribuir nenhuma virtude ou mérito, nós possuímos unicamente a obediência de Jesus Cristo, a qual nos foi atribuída para cobrir todos os
nossos pecados, como também para nos fazer achar graça e favor diante de Deus.
Nossa paz
De fato, nós cremos que nos afastando pouco que seja desse fundamento – a obediência
de Jesus Cristo – nós não poderemos achar em outro lugar nenhum descanso, mas que
nós seriamos sempre atormentados pela insegurança porque, considerados em nós
mesmos, nós somos dignos de ser odiados por Deus, e que não estaremos jamais em
paz com Deus até que sejamos firmemente convencidos de que somos amados em Jesus
Cristo.
Sl 32.1,2; Rm 4.7,8; Rm 3.19; Rm 5.19; 1 Tm 2.5; 1 Jo 2.1,2; Rm 1.16; At 4.12.

19. A oração
Nós cremos que é por esse meio que temos a liberdade e o privilégio de invocar a Deus,
com plena confiança que Ele se mostrará como nosso Pai. Porque nós não teríamos o
menor acesso ao Pai, se não fôssemos introduzidos diante dEle por este Mediador. Para
sermos atendidos em seu Nome, convém receber nossa vida de Jesus Cristo, como de
nosso Cabeça.
Rm 5.1; 8.15; Gl 4.6; Ef 3.12; Jo 15.16; Rm 5.2; Ef 2.13-15; 1 Tm 2.5; He 4.14.

20. A justificação pela fé
Nós cremos que Deus nos faz participar desta justiça (art.18) pela fé somente, porque
ele disse que Jesus Cristo sofreu para obter nossa salvação, para que todo aquele que
nEle crê não pereça.
Nós cremos que participamos da justiça de Jesus Cristo, porque as promessas de vida
que nos são dadas nEle, são adaptadas a nossa vida e sentimos o efeito quando as
aceitamos, porque somos convencidos – a boca de Deus mesmo nos dando formal
segurança – que nós não seremos frustrados no que elas prometem. Assim, a justiça que
obtemos pela fé depende das promessas graciosas pelas quais Deus nos declara e nos
atesta que nos ama.
Jo 3.16; Rm 3.24,25,27,28,30; 1.16,17; 4.3; 9.30-32; 11.6; Gl 2.1621; 3.9,10,18,24; 5.4;
Fl 3.9; 2 Tm 1.9; Tt 3.5,6; He 11.7; At 10.43; Jo 17.23-26.

21. O dom da fé
Nós cremos que recebemos a luz da fé pela graça secreta do Espírito Santo, de tal
maneira que ela é um dom gratuito e pessoal que Deus dispensa àqueles a quem Ele
quer. Os fiéis não têm, portanto, de que se vangloriar; o fato de ter sido preferido aos
outros lhes obrigando muito mais.
Nós cremos também que a fé não é dada aos eleitos somente de maneira temporária,
para introduzi-los no bom caminho, mas para lhes fazer perseverar até o fim de suas Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)
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vidas. Porque o início desta obra de graça incumbe a Deus, é também dEle a
prerrogativa de termina-la.
Ef 1.17,18; 1 Ts 1.5; 2 Pe 1.3,4; Rm 9.16,18,24,25;  1 Co 4.7; Ef 2.8; 1 Co 1.8,9; Fl
1.6; 2.13.

22. Nossa regeneração
Sendo servos do pecado pela nossa natureza  corrompida, nós cremos que é por meio
desta fé que somos regenerados, a fim de   vivermos em novidade de vida. Estando
naturalmente escravizados ao pecado. Ora, nós recebemos pela fé, a graça de vivermos
de maneira santa e no poder de Deus, recebendo a promessa que nos é dada pelo
Evangelho, a saber, que Deus nos dará seu Espírito Santo.
As boas obras
Assim, a fé somente, não esfria em nosso coração o desejo de viver bem e de maneira
santa, mas ao contrário ela o engendra, excita e produz necessariamente as boas obras.
Por fim, bem que Deus, para completar nossa salvação, nos regenera e nos torna
capazes de fazer o bem, nós confessamos, entretanto, que as boas obras que fazemos
sob a condução de seu Espírito não são levadas em conta para nos justificar ou para
merecer de Deus que ele nos tenha como seus filhos, porque seriamos sempre abalados
pela dúvida e inquietação, se nossas consciências não se apoiassem sobre a satisfação
pela qual Jesus Cristo nos adquiriu.
Tt 3.5; 1 Pe 1.3; Rm 6.17-20; Cl 2.13; 3.10; Gl 5.6,22; 1 Jo 2.3,4; 2 Pe 1.5-8; Dt 30.6;
Jo 3.5; Lc 17.10; Sl 6.2; Rm 3.19,20; 4.3-5; Rm 5.1,2.

23. O uso da Lei e dos Profetas
Nós cremos que na vinda de Jesus Cristo todas as figuras e representações da Lei
terminaram. Entretanto, ainda que as cerimônias do Antigo Testamento não estejam
mais em uso, nós cremos que encontramos na pessoa de Cristo – em quem todas as
coisas foram cumpridas – a substância e a realidade do que elas representavam e
significavam. Mais ainda, cremos que é preciso da ajuda da Lei e dos Profetas tanto
para regrar nossa vida como para sermos confirmados nas promessas do Evangelho.
Rm 10.4; Gl 3 e 4; Cl 2.17; Jo 1.17; Gl 4.3,9; 2 Pe 1.19; Lc 1.70; 2 Tm 3.16; 2 Pe 3.2.

24. Rejeição de falsas doutrinas
Porque Jesus Cristo nos foi dado como único Advogado e nos deu ordem de nos
dirigirmos diretamente à seu Pai em seu Nome, e posto que nos é permitido orar apenas
conforme a maneira que Deus nos prescreveu em sua Palavra:
Nós cremos que tudo o que os homens têm inventado quanto à intercessão dos santos,
não passa de abuso e artimanha de Satanás para lhes desviar da forma correta de orar.
Nós rejeitamos também, todos os outros meios que os homens presumem ter para se apegar a Deus, porque eles tiram o crédito do sacrifício da morte e da paixão de Jesus
Cristo.
Enfim, nós consideramos o purgatório como um erro proveniente desta mesma fonte,
de onde também provêm os votos monásticos,  as peregrinações, a proibição do
casamento e de consumir certos alimentos, a observação cerimoniosa dos dias, a
confissão auricular, as indulgências e todas as coisas como essas, através das quais se
pensa merecer a graça e a salvação. Todas essas coisas, nós rejeitamos não somente por
causa da idéia mentirosa de mérito nelas contidas, mas também porque elas são
invenções humanas que impõem um jugo às nossas consciências.
1 Jo 2.1,2; 1 Tm 2.5; At 4.12; Jo 16.23,24; Mt 6.9 sgts.; Lc 11.2 sgts.; At 10.25,26;
14.15; Ap 19.10; 22.8,9; Mt 15.11; 6.16-18; At 10.14,15; Rm 14.2; Gl 4.9,10; Cl 2.18-
23; 1 Tm 4.2-5.

V. A IGREJA E SUA NATUREZA
25. O ministério da pregação e dos Sacramentos
Porque nós conhecemos Jesus Cristo e todas as suas graças somente pelo Evangelho,
nós cremos que a ordem da Igreja, a qual foi estabelecida por Cristo, deve ser sagrada e
inviolável, e que, por conseguinte, a Igreja não pode se manter sem que haja pastores
encarregados de ensina-la.
Nós cremos que os pastores, quando eles são devidamente chamados e exercem
fielmente seu ofício, devem ser honrados e ouvidos com respeito, não que Deus
dependa de ajuda ou meios inferiores, mas porque lhe agrada nos manter em um único
corpo por meio deste ofício e de sua disciplina.
Consequentemente, nós reprovamos os espíritos enganosos que gostariam, tanto quanto
pudessem, de aniquilar o ministério de pregação da Palavra de Deus e dos Sacramentos.
Mt 10.27; Rm 1.16,17; 10.17; Mt 18.20; Ef 1.22,23; Mt 10.40; Jo 13.20; Lc 10.16; Rm
10.14,15; Ef 4.11,12.

26. A unidade da Igreja
26. Nós cremos, portanto, que ninguém deve se separar e se contentar consigo mesmo,
mas todos juntos devem guardar e manter  a unidade da Igreja, se submetendo ao
ensinamento comum e ao jugo de Jesus Cristo, onde quer que seja o lugar que Deus
queira estabelecer uma ordem eclesiástica verdadeira, ainda que o poder público e as
leis se oponham. Nós cremos que todos aqueles que não se submetem a esta ordem, ou
se separam, contrariam a ordenança de Deus.
Sl 5.8; 22.23; 42.5; Ef 4.12; Hb 2.12; At 4.17,19,20; Hb 10.25.

27. A Igreja verdadeira
Nós cremos, entretanto, que convém discernir cuidadosamente e com clarividência qual
é a Igreja verdadeira, porque há muito abuso nesta questão.
Segundo a Palavra de Deus, nós então dizemos que a Igreja verdadeira é a comunidade
dos fiéis que, de comum acordo, querem seguir esta Palavra e a pura religião que dela
depende, que dela fazem proveito ao longo de toda sua vida, crescendo e se fortificando
sem cessar no temor de Deus, segundo o que lhes é necessário progredir e andar sempre
mais adiante. Ainda mais, qualquer que seja seus esforços, lhes convém recorrer
incessantemente ao perdão de seus pecados.
Entretanto, não negamos que entre os fiéis não haja hipócritas e reprovados, cuja
malignidade não pode, no entanto, privar a Igreja de seu legítimo nome.
Mt 3.8-10; 7.22,24; 1 Co 3.10,11; Mq 2.10-12; Ef 2.19,20; 4.11,12; 1 Tm 3.15; Dt
31.12; Rm 3; Mt 13; 2 Tm 2.18-20.

28. As falsas Igrejas
Fundamentados sobre esta definição da Igreja verdadeira, nós afirmamos que onde a
Palavra de Deus não é recebida e onde não se lamenta a insubmissão, e onde não é feito
nenhum uso autêntico dos Sacramentos, não se pode considerar que haja alguma Igreja.
O Papado
Por isso nós condenamos as assembléias  do Papado, porque tendo sido banida a
verdade pura de Deus, os Sacramentos foram corrompidos, alterados, falsificados ou
totalmente aniquilados, e toda a sorte de superstições e idolatrias nela estão presentes.
Nós estimamos que todos aqueles que se reúnem e participam de tais atos se separam e
se retiram do Corpo de Cristo. Entretanto, porque ainda resta um pequeno vestígio de
Igreja no Papado, e que a realidade essencial do Batismo nela subsistiu – ligado ao fato
que a eficácia do Batismo não depende daquele que o administra – nós confessamos
que aqueles que foram nela batizados,  não necessitam de um segundo batismo.
Entretanto, por causa das corrupções que nela existem, não se pode, sem se contaminar,
apresentar as crianças para o batismo.
Mt 10.14,15; Jo 10; 1 Co 3.10-13; Ef 2.19-21;2 Co 6.14-16; 1 Co 6.15; Mt 3.11; 28.19;
Mc 1.8; At 1.5; 11.15-17; 19.4-5; 1 Co 1.13.
VI. GOVERNO DA IGREJA

29. Os ministérios
Quanto à Igreja verdadeira, nós cremos  que ela deve ser governada segundo a ordem
estabelecida por nosso Senhor Jesus Cristo, a saber, que nela haja pastores, presbíteros
e diáconos, a fim de que a pureza da doutrina nela seja mantida, que os desvios sejam
corrigidos e reprimidos, que os pobres e aflitos sejam socorridos em suas necessidades, que as assembleias se reúnam em nome de Deus e que os adultos nela sejam edificados,
como também as crianças.
At 6.3,4; Ef 4.11; 1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9; 1 Co 12.

30. A igualdade dos pastores
Nós cremos que todos os verdadeiros pastores, em qualquer lugar que seja, têm a
mesma autoridade e igual poder sob um único Cabeça, um único Soberano e único
Bispo universal: Jesus Cristo.
A igualdade das Igrejas
Por esta razão, nós cremos que nenhuma  Igreja pode pretender exercer domínio ou
soberania sobre outra Igreja qualquer que seja.
Mt 20.20-28; 1 Co 3.4-9; Ef 1.22; Cl 1.18,19.

31. As vocações
Nós cremos que ninguém pode pretender um cargo eclesiástico baseado em sua própria
autoridade, mas que isto deve ser feito por eleição, tanto quanto for possível e Deus
permita.
Nós acrescentamos esta restrição em particular, porque às vezes tem sido necessário –
pois mesmo em nosso tempo a Igreja verdadeira havia deixado de existir – que Deus
levante homens de uma maneira extraordinária para dirigir novamente a Igreja que
tenha caído em ruína e desolação.
A Vocação Interior
Mas, em qualquer situação, nós cremos que é preciso sempre se conformar à regra que
todos, pastores, presbíteros e diáconos, estejam seguros de terem sido chamados (por
Deus) a seu ofício.
Mt 28.19; Mc 16.15; Jo 15.16; At 1.21; 6.1-3; Rm 10.15; Tt 1.5; Gl 1.15; 2 Tm 3.7-
10,15.

32. A comunhão entre as Igrejas
Nós cremos também que é bom e útil que aqueles que forem escolhidos para ser líderes,
procurem juntos os meios a serem empregados para dirigir e administrar todo o corpo
da Igreja. Entretanto, que  eles não se desviem em nada do que nosso Senhor Jesus
Cristo nos ordenou sobre este ponto.
Os costumes locais
Isto não impede que haja  alguns regulamentos particulares de cada lugar, segundo a
exigência do momento.
At 15.6,7,25,28; Rm 12.6-8, 1 Co 14.40; 1 Pe 5.1-3.

33. Leis e regulamentos eclesiásticos
Entretanto, nós rejeitamos todas as invenções humanas e  todas as leis que quiseram
introduzir sob pretexto de servir a Deus e pelas quais se deseja submeter as
consciências. Nós não aprovamos, exceto o que contribua a estabelecer a concórdia e
seja apropriado em promovê-la e manter cada um – do primeiro ao último - em
obediência.

A excomunhão
Nós devemos seguir o que nosso Senhor declarou quanto à excomunhão, o que nós
aprovamos e confessamos ser necessário com todas as suas consequências.
Rm 16.17,18; 1 Co 3.11; Gl 5.1; Cl 2.8; Mt 18.17; 1 Co 5.45; 1 Tm 1.20.
VII.

Os Sacramentos
34. Os Sacramentos em geral
Nós cremos que os Sacramentos foram acrescentados à Palavra para nos confirmar
mais amplamente, a fim de nos servir de testemunho e provas da graça de Deus, de
sorte que por causa de nossa fraqueza e ignorância, eles servem de ajuda à nossa fé.
Cremos que os Sacramentos são sinais exteriores através dos quais Deus age pelo poder
de Seu Espírito, a fim de que ali nada  seja representado em vão. Nós estamos,
entretanto, persuadidos de que toda a substância e realidade dos Sacramentos está em
Jesus Cristo.
Ex 12; Mt 26.26,27; Rm 4.11; 1 Co 11.23,24; At 22.16; Gl 3.27; Ef 5.26.

35. O Batismo
Nós reconhecemos somente dois Sacramentos comuns a toda Igreja: o Batismo e a
Santa Ceia. O Batismo nos foi dado em testemunho de nossa adoção, porque nós somos
enxertados no corpo de Cristo, a fim de  sermos lavados e limpos pelo seu sangue e
depois renovados por seu Espírito para vivermos uma vida santa. Posto que nós
recebemos o Batismo uma única vez, nós afirmamos também que os benefícios que
dele nos são presentes, se estendem pelo curso de toda a nossa vida, e mesmo até nossa
morte, de sorte que temos uma prova permanente que Jesus Cristo será sempre nossa
justiça e nossa santificação.
O Batismo de crianças
Ora, ainda que o Batismo seja um sacramento de fé e de arrependimento, entretanto,
porque Deus recebe em sua Igreja os filhos com seus pais, nós dizemos que, pela
autoridade de Jesus Cristo, os filhos gerados pelos fiéis devem ser batizados.

Rm 6.3,4; At 22.16; Tt 3.5; Ef 5.26; Rm 4; 6.22,23; Mt 3.11; Mc 1.4; 16.16; Lc 3.3; At
13.24; 19.4; Mt 19.14; 1 Co 7.14.

36. A Santa Ceia
Nós confessamos que a Santa Ceia nos traz o testemunho de nossa união com Jesus
Cristo. De fato, Cristo não foi uma única  vez morto e ressuscitado por nós, mas ele
verdadeiramente nos alimenta também de sua carne e sangue, a fim de que sejamos um
com ele e que sua vida nos seja comunicada. Ora, ainda que ele esteja no céu até que
venha para julgar o mundo, nós cremos, entretanto, que ele nos alimenta e vivifica –
pela ação secreta e incompreensível de seu Espírito – da substância de seu corpo e de
seu sangue. Nós afirmamos que isso se faz espiritualmente, não para substituição do
efeito e da verdadeira realidade da Ceia por imaginação ou pensamento, mas que este
mistério ultrapassa por sua grandeza nossa capacidade humana, e toda a ordem da
natureza; em resumo, porque ele é celeste, entendemos que não pode ser apreendido a
não ser pela fé.
1 Co 10.16,17; 11.24; Jo 6.55-57; 17.21; Rm 8.32; Mc 16.19; At 1.2-11; 3.21; Jo 6.35.

37. A eficácia dos Sacramentos
Nós cremos – como já dissemos – que tanto  na Ceia como no Batismo, Deus nos dá
realmente e efetivamente o que neles é representado. Por causa disso, nós conjugamos
com os símbolos a verdadeira posse e o gozo do que neles nos é apresentado. Assim,
todos os que trazem à mesa sagrada de Cristo uma fé pura, recebem verdadeiramente –
como um vaso recebe a água que o enche – o que os símbolos testificam, ou seja, que o
corpo e o sangue de Jesus Cristo não servem menos de comida e bebida à alma, que o
pão e o vinho ao nosso corpo.
Mt 26.26; 1 Co 11.24,25.
38. A necessidade dos Sacramentos
Nós afirmamos que a água do Batismo, sendo um elemento comum, não deixa de nos
testificar, com verdade, a purificação interior de nossa alma pelo sangue de Jesus
Cristo, pela eficácia de seu Espírito, e que o pão e o vinho, que nos são dados na Ceia,
nos servem verdadeiramente de alimento espiritual, porque eles nos mostram como sem
nenhum artifício a carne de Jesus Cristo é nosso alimento e seu sangue nossa bebida.
Nós reprovamos, portanto, os espíritos quiméricos e os sacramentais que não querem
receber estes símbolos e testemunhos, visto que Jesus Cristo declara: "Isto é meu corpo,
e este cálice é o meu sangue".
Rm 6.3,4; 1 Co 6.11; Ef 5.26; Jo 6.51; 1 Co 11.24; Mt 26.26; 1 Co 11.24,25.

VIII. OS PODERES PÚBLICOS
39. A necessidade dos governos
Nós cremos que Deus quer que o mundo seja dirigido por leis e governos, a fim de que
haja alguns freios para reprimir os apetites desordenados do mundo. Nós cremos,
portanto, que Deus instituiu  os Reinos, as Repúblicas e  todas as outras formas de
Principados, hereditários ou não, e tudo o que  pertença à esfera da justiça, e que Ele
deseja ser reconhecido nelas como seu autor.
Os Magistrados
Com esse fim, Deus pôs a espada na mão  dos magistrados para reprimir os pecados
cometidos não somente contra a segunda Tábua dos Mandamentos de Deus, mas
também contra a primeira.
O respeito devido às autoridades
É necessário, portanto, por causa de Deus,  não somente que se apóie as autoridades
quando elas exercem soberanamente seus cargos, mas também que sejam honradas e
estimadas com profundo respeito, as considerando como oficiais estabelecidos por
Deus para exercer um cargo legítimo e santo.
Ex 18. 20,21; Mt 17.24-27; Rm 13.1-7; 1 Pe 2.13,14; 1 Tm 2.2.

40. A obediência devida às autoridades
Nós afirmamos, portanto, que é preciso obedecer às suas leis e regulamentos, pagar os
impostos, tributos e outros encargos e obedecê-las de boa e franca vontade – mesmo
quando elas sejam infiéis  -  contanto que a soberania absoluta de Deus permaneça
intocada.
Assim, nós reprovamos aqueles que queiram rejeitar as autoridades superiores,
estabelecer a comunidade e confusão de bens e inverter a ordem da justiça.
Mt 17.24; At 4.17-19.

NOTAS
O Credo dos Apóstolos
Eu creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra. Creio em Jesus
Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido do Espírito Santo,
nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado, desceu ao inferno, ao terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu aos céus e
está assentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há de vir para julgar os
vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja universal, na comunhão
dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna

O Credo de Nicéia
Nós cremos em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as
coisas visíveis e invisíveis. Cremos em um único Senhor, Jesus Cristo, o Filho único
de Deus, nascido do Pai, antes de todos os séculos, luz de luzes, verdadeiro Deus de
verdadeiro Deus, gerado e não criado, de uma mesma substância que o Pai e por
quem tudo foi feito, o qual, para nós os homens e para nossa salvação, desceu dos
céus e se encarnou pelo Santo Espírito  na virgem Maria e foi feito homem. Foi
crucificado por nós sob Pôncio Pilatos, sofreu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos
ao terceiro dia, segundo as Escrituras, subiu aos céus, e se assentou à direita do Pai.
De onde voltará com glória para julgar os vivos e os mortos. Seu Reino não terá fim.
Cremos no Espírito Santo, que reina e dá a vida, o qual procede do Pai e do Filho,
que falou pelos profetas, que com o Pai e com o Filho é  adorado e glorificado.
Cremos em uma única Santa Igreja, universal e apostólica. Confessamos um único
batismo para a remissão dos pecados, e esperamos a ressurreição dos mortos e a vida
eterna.
Amém.
O texto acima é a tradução do texto latino, recebido nas Igrejas do Ocidente. O texto
latino é aquele de Denys-le-Petit, que ele mesmo traduziu do grego. O Concílio de
Nicéia foi convocado em 324-325 para discutir a controvérsia dogmática levantada por
Ario.
O Credo de Atanásio
Eis a fé católica: venerar um único Deus na Trindade e a Trindade na unidade, sem
confundir as pessoas e sem separar a substância. A pessoa do Pai é uma, a do Filho é
una, a do Santo Espírito e uma, mas o Pai, o Filho e o Santo Espírito formam um
único Deus. Eles têm igual glória e uma majestade co-eternal; tal é o Pai, tal é o
Filho, tal é o Santo Espírito. O Pai é não criado, o Filho é não criado, e o Santo
Espírito é não criado. O Pai é imenso, o Filho é imenso, o Santo Espírito é imenso. O
Pai é eterno, o Filho é eterno, o Santo Espírito é eterno. E, entretanto, não há três
eternos, mas um único eterno; não há três não criados, nem três imensos, mas um
único não criado e um só imenso. Igualmente, o Pai é todo-poderoso; todo-poderoso
é o Filho, todo-poderoso o Santo Espírito; e, entretanto, não há três todo-poderosos,
mas um único todo-poderoso. Igualmente,  o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Santo
Espírito é Deus; e, entretanto, não há três deuses, mas um só Deus, porque da mesma
maneira que a verdade cristã nos obriga a confessar que cada Pessoa separadamente
é Deus e Senhor, igualmente a religião católica nos impede de dizer três Deuses ou
três Senhores. O Pai não obtém sua existência de nenhum ser; ele não foi nem
criado, nem gerado. O Filho obtém sua existência do Pai somente; ele não foi feito,
nem criado, mas gerado. O Santo Espírito não foi feito, nem criado, nem gerado pelo
Pai e pelo Filho, mas ele procede do Pai e do Filho. Há, portanto, um único Pai, não
três Pais, um único Filho, não três Filhos, um único Espírito, não três Espíritos
Santos. E na Trindade não há nem passado, nem futuro, nem maior, nem menor,
mas as três pessoas são inteiramente co-eternas e co-iguais; de sorte que em tudo,
como já foi dito, se deve adorar a unidade na Trindade e a Trindade na unidade.
Aquele, portanto, que quer ser salvo, deve ter esta crença da Trindade. Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)
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Mas ainda é necessário para a  salvação eterna de crer fielmente na encarnação de
nosso Senhor Jesus Cristo. A fé exata consiste, portanto, em crer e confessar que
nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. Ele é Deus, sendo
gerado da substância do Pai, antes de todos os tempos; ele é homem, tendo nascido
no tempo da substância de sua mãe; Deus perfeito e homem perfeito, composto de
uma alma racional e de um corpo humano; igual ao Pai segundo a divindade;
inferior ao Pai, segundo a humanidade. Ainda que ele seja Deus e homem, ele não é,
entretanto, duas pessoas, mas um único Cristo; ele é um, não que a divindade tenha
sido mudada em humanidade, mas porque ele tomou a humanidade para uni-la à
divindade, um em fim, não para confusão de substância, mas para unidade de
pessoas; porque como a alma racional e o corpo são um único homem, igualmente
Deus e o homem são um único Cristo que sofreu para nossa salvação, desceu ao
inferno, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está assentado à direita de Deus
Pai todo-poderoso, de onde virá julgar os vivos e os mortos.
Em seu advento, todos os homens devem ressuscitar com seus corpos e dar conta de
suas próprias ações. E aqueles que tiverem feito o bem, irão para a vida eterna;
aqueles que tiverem feito o mal, para o fogo eterno. Assim é a fé católica: quem quer
que nela não creia fielmente, não poderá ser salvo.
Os mais antigos manuscritos deste símbolo de fé remontam aos séculos VIII e IX. Um
saltério de Cambridge, do século IX, o atribui fortemente a Santo Atanásio. Não é dito
que as duas partes (a primeira sobre a doutrina trinitária, a segunda sobre a doutrina
cristológica) sejam da mesma mão. Em sua redação fundamental, a primeira dataria do
século V, a origem da segunda é completamente obscura. O texto só atingiu sua forma
atual e definitiva por volta do ano 850, segundo alguns críticos, desde o século VI
segundo Harnack, entre 430 e 500 segundo outros. Este credo é de origem latina e
gaulesa. A tradução para o francês é de  Mgr. Louis Prunel, vice-reitor do Instituto
Católico de Paris.
Traduzido do francês por: Paulo Athayde
Agradecemos ao irmão Paulo, que gentilmente se dispôs a traduzir essa confissão para
o site Monergismo.com.

Fonte: Monergismo